segunda-feira, 4 de abril de 2011

FCUL e WS Energia participam na CPV-7

info-Ciências digital

Pessoas
Eliseu Furtado
"Temos, cada vez mais, que formar alunos pensando nas necessidades e nas exigências do espaço europeu", diz Jorge Maia Alves, professor do DEGGE-FCUL

A “7.th International Conference on Concentrating Photovoltaic Systems - CPV-7”decorre até 6 de Abril, em Las Vegas, na maior cidade do estado americano do Nevada. Considerada uma das mais importantes conferências científicas relacionadas com a tecnologia de concentração fotovoltaica, o acontecimento iniciado esta segunda-feira, dia 4 de Abril, conta com a participação de investigadores e estudantes da FCUL e de profissionais da WS Energia, uma empresa criada em 2006 e que tem como ambição ser líder na criação de tecnologia de ponta e "know-how" no sector da energia solar.

 Logo no primeiro dia foram apresentados os três posters lusitanos: o primeiro “Thermal Modeling of a PV Receiver for CPV Application” realizado por F. Reis, M. C. Brito, S. Coelho, J. Mendes-Lopes, L. Pina, G. Sorasio, J. Wemans; o segundo “DoubleSun Performance across Mainland Portugal” da autoria de F. Reis, D. Botelho, M. C. Brito; R. Leandro, J. Silva, G. Sorasio, J. Wemans; o terceiro “Exploring Single Axis Tracking Configurations for CPV Application” desenvolvido por G. Gaspar, M. C. Brito; L. Pina, F. Reis, G. Sorasio e J. Wemans. Um dia antes do término da conferência J. Mendes-Lopes, J. Wemans, S. Coelho, L. Pina, F. Reis, G. Sorasio apresentam a comunicação “On-field demonstration results of medium concentration system HSUN®”.

Estudantes de Engenharia da Energia e do Ambiente co-autores de duas comunicações

A CPV-7 é dedicada à discussão técnica sobre ciência, engenharia, desempenho e economia de sistemas CPV. Trata-se de uma óptima oportunidade para a partilha e aquisição de novos conhecimentos, especialmente para os estudantes que participam na conferência como é o caso dos quatro alunos do mestrado integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente. Guilherme Gaspar, Ricardo Leandro, Joana Silva e Diogo Botelho são co-autores de duas comunicações, que neste evento são apresentados no formato de poster. As comunicações que ajudaram a redigir serão publicadas nas actas da conferência pelo American Institute of Physics e resultam do trabalho realizado no âmbito da disciplina de projecto de licenciatura, desenvolvido no 3.º ano daquele mestrado integrado no âmbito de uma colaboração entre o Departamento de Engenharia Geográfica, Geofísica e Energia (DEGGE-FCUL) e a empresa WS Energia.

Para Jorge Maia Alves, coordenador do mestrado integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente “temos, cada vez mais, que formar alunos pensando nas necessidades e nas exigências do espaço europeu. Só assim estaremos verdadeiramente a contribuir para uma formação de sucesso para os nossos alunos e, simultaneamente, para o desenvolvimento nacional”. O professor do DEGGE-FCUL acrescenta ainda que “o sucesso que os nossos alunos estão a ter na realização de estágios e de dissertações de mestrado em universidades e empresas em diversos países europeus mostra que estamos no caminho certo. O mesmo acontece quando se verifica que os alunos estão envolvidos, ainda durante a sua licenciatura, em trabalhos de projecto com um nível reconhecido em conferências internacionais de referência, como se verifica neste caso”

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Artificial Leaf Turns Sunlight Into a Cheap Energy Source

Science magazine
[MIT team led by chemist Daniel Nocera made a presentation a new device] last weekend at the biannual meeting of the American Chemical Society. (...) The new device is a silicon wafer about the shape and size of a playing card. Different catalysts coat each side of the wafer. The silicon absorbs sunlight and passes that energy to the catalysts to split water into molecules of hydrogen (H2) and oxygen (O2). Hydrogen is a fuel that can be either burned or used in a fuel cell to create electricity, reforming water in either case. This means that, in theory, anyone with access to water can use it to create a cheap, clean, and available source of fuel. (...) The silicon absorbs sunlight and passes energetic, negatively charged electrons and positively charged electron vacancies to the catalysts on opposite sides that use them to make H2 and O2. When the device is placed in a clear jar and exposed to sunlight, the setup converts 5.5% of the energy in sunlight into hydrogen fuel. “You literally walk outside, hold it up, and it works,” Nocera says.(...) Nocera didn't reveal the makeup of the new catalyst, as the work is not yet published, and he is in the process of patenting it.

Investimentos em centrais a gás e energia solar devem ser suspensos?

jornal i
[De acordo com um estudo do BPI] perante a situação de endividamento do país e dos mercados financeiros (...)  deveriam ser suspensa toda a nova nova capacidade de energia fotovoltaica (a partir do sol) e ainda duas das três das centrais térmicas já licenciadas, mas que não estão em construção (uma a gás e outra a carvão). (...) O estudo do BPI defende ainda o adiamento ou suspensão de capacidade eólica adicional que está prevista no plano do governo até 2020. O documento propõe por isso uma redução de 10,9 mil milhões de euros nos valores estimados, o que representa 65% do plano global. (...) Esta suspensão não compromete, diz o estudo, a capacidade de responder à procura nacional em hora de ponta (pico do consumo) até 2020 e permite reduzir o impacto dos novos investimentos nas tarifas eléctricas.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando for grande quero vir para esta escola!

info-Ciências digital
Pela Comissão de Alunos de Engenharia da Energia e do Ambiente
No dia 3 de Março, uma turma do 4.º ano da Escola Básica nº35, de S. Sebastião da Pedreira, visitou o DEGGE-FCUL para aprender questões relacionadas com as energias renováveis, em particular sobre energia solar fotovoltaica.
A visita, organizada pela Comissão de Alunos de Engenharia da Energia e do Ambiente e pelo doutorando Ivo Costa, começou no Campus Solar onde as crianças puderam ver os painéis fotovoltaicos, descobrir como são feitos, perceber como funcionam e quais as diferenças entre cada tecnologia. Discutiram as diferentes formas de energias renováveis que conheciam e ficaram surpreendidas pelo facto de muitas delas serem, na verdade, aproveitamentos indirectos da energia solar. O espanto foi igualmente enorme quando perceberam que aqueles painéis de aspecto tão complexo eram feitos a partir de “areia da praia”!
Seguiu-se uma corrida de carrinhos solares no C6 e as crianças puderam compreender melhor como funcionam na prática os sistemas eléctricos e quais são as vantagens e problemas da tecnologia fotovoltaica. Num instante todos aprenderam a trocar ligações para pôr o carro “em marcha atrás”, inclinar as células em direcção ao sol para receberem mais energia… e em fazer sombra para os carros dos adversários. “Afinal isto não é tão complicado!”
 E como ficaram todos cheios de vontade de ser “cientistas” quando fossem grandes, a visita não podia deixar de passar pelo Laboratório de Aplicações Fotovoltaicas, onde os alunos puderam aprender como se fazem células fotovoltaicas a partir de cristais de quartzo, fazer todas as perguntas sobre as experiências que estão em curso e perceber para que serve aquela confusão de fios, máquinas, instrumentos.
 No final, os alunos voltaram para a escola com os caderninhos cheios de apontamentos, com a curiosidade mais afiada e com gosto pela ciência. Como disse um deles: “Vou dizer ao meu pai que quero andar nesta escola”. Esperemos que sim!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Regras para ser mini-produtor de electricidade mudam em Abril

Jornal de negócios online

As regras para ser mini-produtor de eletricidade vão mudar em Abril, segundo o decreto-lei 34/2011 hoje publicado em Diário da República, que obriga a consumir pelo menos metade do produzido (...) [N]o regime bonificado, o preço depende das fontes de energia usadas pela miniprodução (por exemplo, se usar energia solar recebe mais do que se usar energias não renováveis) e da potência produzida (as unidades de menor potência recebem uma tarifa pré-definida, as de maior potência recebem um valor mais baixo, negociado com o fornecedor de electricidade).

Mais detalhes aqui.

Upheavals in the Chinese Polysilicon Market May Lead to Further Solar PV Cost Reductions

Renewable Energy News Article
The standard states that any new solar polysilicon manufacturing facility must adhere to the following:
  • Facilities need to have an annual production capacity of at least 3,000 tons; 
  • Facilities may not be situated within 1,000 kilometers (620 miles) of any nature reserve, headwater areas or major residential areas; 
  • The electricity consumption of the solar-grade polysilicon reduction must be less than 80kWh/kg and further reduced to lower than 60kwh/kg by the end of 2011 
  • The recycle rate of silicon tetrachloride, hydrogen chloride, and hydrogen in the reduction tail gas shall be not less than 98.5 percent, 99 percent and 99 percent, respectively. 
Finally, solar polysilicon production lines whose integrated electricity consumption is higher than 200kWh/kg must be eliminated by the end of 2011.

Finding PV's Next Big Cost Reductions

Comment on Renewable Energy News Article

Cost is one of the biggest barriers to bringing solar to scale. Tremendous strides have been made to date -- module prices have come down 50-70% in the past two years alone. Where are the next cost reductions going to come from?
(...) even without a radical breakthrough, there are plenty of cost reduction opportunities in today's technology. Both balance of systems (BOS) and silicon raw material supply offer promising paths to lower costs.(...) [N]ear-term reductions of more than 50% by simply scaling and implementing current best-practices. That alone would reduce total BOS costs to around $0.60 to $0.90/W for large rooftop or ground-mounted installations.